domingo, 23 de novembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona

Daniel Piza escreveu esta crítica sobre o filme. Eu escrevi este comentário sobre a crítica dele:

Lamento, Daniel, sua leitura do filme deixa a impressão de que é tudo um amontoado de clichês. Não é. Há personagens menos surpreendentes, mas uma coleção bacana de situações e uma reflexão interessante acerca das escolhas amorosas. A trilha sonora é bacana também, e não há nada de errado com as tomadas de Barcelona.
Agora, sua visão negativa sobre os dois homens da história é incompreensível. Juan Antonio continua sedutor até o fim, e se não é uma intervenção quase assassina de Maria Elena estaria ele a faturar a Vicky de novo. Doug é um cara sem sal e bobão, ok. Mas não se dá mal na história, se formos analisar.
Você não pesou o fato de que o foco do filme são as angústias femininas nos relacionamentos. Desse ponto-de-vista, os homens são justamente o fator que movimenta a história, são motivos de dúvidas, debates, dramas existenciais. São, portanto, muito mais importantes do que você avaliou.
Não sei o que você espera de um filme de Woody Allen. Se Manhattan for semrpe o seu parâmetro, você sempre terá de fazer críticas injustas a filmes que são muito melhores que a média dos que vemos no cinema.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rios vermelhos

Filme que peguei na TV na madrugada, véspera de feriadão. Interessantíssimo. Um suspense bem ajambrado, em que se destaca a atuação do trio principal de atores. Não é só uma história de serial killer, é uma complexa rede de acontecimentos interligados que exige grande esforço do espectador para comprrendê-la. Gostei muito da direção de arte, das atmosferas sombrias e solitárias e da trama, que se associa à eugenia e ao nazismo. Com duas investigações correndo paralelamente durante boa parte da história, o filme flui com muita agilidade em sua primeira parte, e consegue segurar a atenção na parte final, embora eu tenha achado o final muito abrupto para um enredo tão interessante. Achei curioso o fato de o filme ser francês, mas ter toda a cara de thriller hollywoodiano. Como vi dublado, talvez tenha perdido um pouco do charme da pronúncia, tão agradável aos ouvidos. Da próxima vez, aciono a tecla SAP.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Homem de ferro

O herói do filme começa como vilão. Dono de uma fábrica de armas, leva uma vida que combina muito poder, muita fatuidade e muita alienação. Quando precisa usar seu talento para fugir de uma caverna afegã, descobre-se um defensor da paz e da ordem. Nada mais natural: ele entrara em contato com terroristas, que são outro lado da moeda (o que utiliza) dos fabricantes de armas. O mocinho ex-vilão desenvolve, então, uma arma poderosa para combater o poder das armas poderosas que vinha fabricando: uma super armadura comandada por computador. Seu comportamento playboy e indisciplinado não muda tanto, mas sua postura em relação às tensões mundiais fica evidente. Ele enfrenta os vilões que se uniram (o novo comandante da fábrica de armas e o chefe dos malditos terroristas afegãos) e protagoniza cenas de combate muito bacanas. Mas não preserva sua identidade de super-herói, nem consegue ficar com a mocinha (embora fature uma jornalista gostosa no começo da história).
Robert Downey Jr. está excelente, sobrando para o papel, muito convincente. E a cenografia é muito competente, criando climas sombrios para momentos agudos de tensão.