O herói do filme começa como vilão. Dono de uma fábrica de armas, leva uma vida que combina muito poder, muita fatuidade e muita alienação. Quando precisa usar seu talento para fugir de uma caverna afegã, descobre-se um defensor da paz e da ordem. Nada mais natural: ele entrara em contato com terroristas, que são outro lado da moeda (o que utiliza) dos fabricantes de armas. O mocinho ex-vilão desenvolve, então, uma arma poderosa para combater o poder das armas poderosas que vinha fabricando: uma super armadura comandada por computador. Seu comportamento playboy e indisciplinado não muda tanto, mas sua postura em relação às tensões mundiais fica evidente. Ele enfrenta os vilões que se uniram (o novo comandante da fábrica de armas e o chefe dos malditos terroristas afegãos) e protagoniza cenas de combate muito bacanas. Mas não preserva sua identidade de super-herói, nem consegue ficar com a mocinha (embora fature uma jornalista gostosa no começo da história).
Robert Downey Jr. está excelente, sobrando para o papel, muito convincente. E a cenografia é muito competente, criando climas sombrios para momentos agudos de tensão.
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