sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O invasor americano




Em sua mais recente produção, Michael Moore resolveu visitar países mundo afora para conhecer soluções implementadas em diversas áreas, como saúde, educação, justiça etc. Foram visitados Portugal, Itália, França, Tunísia, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Eslovênia.
Muito bem humorado, mas também muito atento às questões que envolvem causas polêmicas e importantes para a vida dos cidadãos de vários países do mundo, o diretor conduz esse passeio fazendo comparações entre as soluções encontradas e aquelas que são aplicadas nos Estados Unidos. Seu compromisso é levar essas boas ideias para serem aplicadas em seu país.
Alguns depoimentos são muito chocantes e agressivos, mostrando como indivíduos em todo mundo questionam e rechaçam o American Way of Life. Particularmente interessantes são as soluções escolares na França, onde as crianças fazem suas refeições monitoradas por nutricionistas e sendo educadas para uma dieta saudável, e na Finlândia, onde os estudantes ficam tempo menor em sala de aula e não levam atividades para casa.
O conceito do filme de Moore, se retomado por interessados brasileiros, em nosso contexto, serviria para trazer importantes tópicos de discussão para nosso país. Seria muito bem-vinda a informação sobre soluções adotadas em outros países para evasão escolar, desemprego, combate ao tráfico. Via de regra, só recebemos soluções já prontas, pré-aprovadas, nas quais o diagnóstico e o remédio são apresentados como indiscutíveis e inquestionáveis. Precisamos ser menos submissos às ideologias e modinhas que os americanos vendem por aqui (nada contra nem a favor, apenas constatando que assimilamos coisas demais de um país só), e pensar mais em nossos vizinhos de fronteira e em outros países que encontraram formas de equilibrar suas demandas com seus próprios recursos de inteligência.

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