2011 - DC Comics - Martin Campbell - com Ryan Reynolds e Blake Lively.
Um pouco difícil para mim comentar alguma coisa de um filme que, passado algum tempo de seu lançamento, já foi considerado pela crítica um fracasso. Fica parecendo que tento ou justificar essa condenação ou refutá-la. Mas a verdade é que não o vi nessa perspectiva.
Ainda assim, admito que ele não é tão empolgante quanto os outros filmes de super-heróis produzidos nos últimos anos. Considero a história e o fundamento do enredo fantásticos, mas o desenvolvimento do roteiro acabou guardando a ação para os trinta minutos finais, e ficou pouco. Antes disso, há muita dúvida no protagonista, muita incerteza em relação ao campo de ação do vilão, muito pouca ação efetiva e tensão entre os adversários. As coisas acontecem bem mais fora do planeta Terra que dentro, embora o foco da história continue no herói e em seus dilemas interiores. Se esses dilemas não são ligados diretamente a pontos intensos da trama ou a reviravoltas emocionais, poderíamos pensar em um filme que renderia um aprofundamento poético. Mas, com essas características, fica difícil realizar um filme de aventura e ação, em que as tensões devem, em tese, ser canalizadas para combates difíceis e desafios aos limites das personagens. O rompimento do casal central no início da trama, por exemplo, é dúbio, frágil, sem motivação convincente. O antagonismo de Hector Hammond também não é construído com base em nenhuma rusga ou questão vital, e mesmo a concorrência amorosa entre ele e Hal Jordan por Carol Ferris é mal explorada. Não dá para torcer pelo herói nem odiar o vilão até saber a que vieram, e isso ocorre muito tarde na trama.
Por outro lado, o filme é visualmente atraente. Diversas cenas são exuberantes, os atores protagonistas são muito bonitos, a direção de arte das cenas fora da Terra é bem bacana. O Lanterna Verde, enquanto personagem já mítico do universo dos quadrinhos, continua encantador, como tudo o que se refere a ele. É o que salva o filme e garante o prazer de sua fruição.

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